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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Bionat - Expo: produtos ecológicos, turismo rural e sustentabilidade nesse final e semana

Bionat - Expo: produtos ecológicos, turismo rural e sustentabilidade, no CAIS do PORTO (Poa) de 28/11 a 30/11
A I BioNat Expo vai reunir a 1a. Feira de Produtos Orgânicos, Fitoterápicos e Plantas Medicinais da Região Sul do Brasil e 1a Feira de Fitoterápicos do Mercosul, a Mostra de Turismo Rural, Ecológico e Sustentabilidade Socioambiental.
Além dos expositores, oficinas e palestras.
Programção e site do evento

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Relato da votação do "Pontal do Estaleiro" no dia 12/11 na Câmara de Vereadores de POA

Relato de algúem que esteve lá, por Jefferson =D

"Saimos do DA da Arquitetura e seguimos pela perimetral com faixas e algumas "canções", quando chegamos lá haviam 200 senhas, 100 para os que estavam a favor de uma revitalização holística e honesta, com parque, bar, etc e as forças da destruição que querem prédios megalomaníacos de um modelo INSUTENTÁVEL.

A sessão da votação começou as 14h30, enquanto de um lado estavam pessoas a favor da contrução, com suas 3 faixinhas dizendo a mesma coisa e do outro lado, muita criatividade, faixas elaboradas, coreografias e questionamentos para os vereadores que estavam votando a favor.

Essa participação na votação foi interessante, ali consegui compreender um pouco o mundo "político" e ver que as coisas não são tão simples. A maioria dos vereados a favor da obra, estavam nervosinhos e largaram algumas frases do tipo "Ecologia o caramba" (Elias Vidal PPS), "Eu queria que tivesse mais três, quatro pontal do estaleiro." (Brasinha PTB) e o cara que como vereador é um grande locutor de futebol, Haroldo de Souza PMDB "Machuca o meu coração quando levanta alguma suspeita de que pode estar correndo dinheiro por este projeto" - coitado dele, não?. Depois de muitas ofensas entre os próprios vereadores, uma parte da sessão, umas 2h só acusavam o mesmo vereador (Beto Moesh) e trocavam de assunto, desviando sobre a votação. Além disso tudo, tiveram alguns momentos bonitos como o Hino do RS que começou a ser cantado quando lá em baixo estavam se "matando", algumas falas dos vereadores do PT, Todeschini falando da história do RS, Margarete Moraes citando o ano de 1968, Beto Moesh lembrando do movimento ambientalista, homenagiando Augusto Carneiro, AGAPAN e dizendo que Porto Alegre é Porto Alegre, pois muitos vereadores faziam comparações com "Miami e Dubai". A votação acabou as 21h 36, depois de mais de 8 horas de sessão, foram 20 votos a favor e 14 contra.
Valeu a experiência, eles não estão tão longe de nós e o momento em que todos conseguirem compreender que somos capazes de mudar TUDO e que temos força para isso, tudo vai mudar, porque "Um outro mundo é a salvação" como diria Paulo Brack no texto abaixo.
Votaram a favor do Pontal do Estaleiro os vereadores Alceu Brasinha (PTB), Almerindo Filho (PTB), Bernardino Vendruscolo (PMDB), Dr. Goulart (PTB), Elias Vidal (PPS), Ervino Besson (PDT), Haroldo de Souza (PMDB), João Carlos Nedel (PP), João Antônio Dib (PP), João Bosco Vaz (PDT), José Ismael Heinen (DEM), Luiz Braz (PSDB), Maria Luiza (PTB), Maristela Meneghetti (DEM), Maurício Dziedricki (PTB), Mauro Zacher (PDT), Nereu D´Avila (PDT), Nilo Santos (PTB), Sebastião Melo (PMDB) e Valdir Caetano (PR).

Contrários ao projeto votaram os vereadores Adeli Sell (PT), Aldacir Oliboni (PT), Beto Moesch (PP), Carlos Todeschini (PT), Cláudio Sebenelo (PSDB), Dr. Raul (PMDB), Guilherme Barbosa (PT), José Valdir (PT), Marcelo Danéris (PT), Margarete Moraes (PT), Maria Celeste (PT), Mauro Pinheiro (PT), Neuza Canabarro (PDT) e Professor Garcia (PMDB). Os vereadores Elói Guimarães (PTB) e Maristela Maffei (PCdoB) se abstiveram.


Polêmica do Pontal do Estaleiro repercute após votação (fonte: ECOAGÊNCIA)


A votação do projeto Pontal do Estaleiro pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre foi na última quarta-feira (12/11), mas as repercussões, intensas, se manterão até o final do prazo de sanção ou veto do prefeito José Fogaça. Muito questionado sobre seu silêncio, o prefeito terá duas semanas para analisar o projeto que prevê prédios comerciais e residenciais na área do Estaleiro, “e que poderá abrir um perigoso precedente de ocupação por toda a orla do rio Guaíba”, salienta Paulo Guarnieri, um dos líderes do Movimento Defenda da Orla, que tem o apoio de mais de 30 entidades ambientais, de classe e estudantis. Com sete emendas aprovadas, o Legislativo tem uma semana para fazer a redação final do projeto e enviar para a Prefeitura.“Até lá, vamos manter a mobilização”, defende Guarnieri, ao anunciar que “todos os meios políticos e jurídicos serão acionados para que a proposta cumpra os trâmites legais e técnicos, passando por comissões, por exemplo, que têm afinidade e interferência com a área, como as de Saúde e Meio Ambiente e de Urbanização, Transportes e Habitação”.

Os integrantes do Movimento defendem que o Estudo de Impacto Ambiental (Eia/Rima), “básico para qualquer empreendimento”, seja apresentado à população.Apesar do mérito ainda não ter sido julgado, uma ação judicial movida pelo vereador Beto Moesh (PP) tenta invalidar a votação. Enquanto isso, no período de Lideranças da sessão plenária desta quinta-feira (13) o vereador Guilherme Barbosa (PT) sugeriu a todos os demais vereadores que abram seus sigilos bancários e fiscais. De acordo com notícia no site da Câmara de Vereadores, Barbosa se diz “muito preocupado com o que vi e ouvi ontem aqui”. Barbosa disse que ficou espantado quando ouviu um engenheiro responsável pelo projeto orientando os vereadores durante a votação. “O que faz um vereador acatar a posição de um engenheiro que vem fazer lobby na Casa”, questionou.

Manifestações durante a sessão, várias e ameaças. Com mordaças e cartazes contendo as letras E e U, os 100 representantes do Movimento Defenda a Orla se manifestaram favoráveis e contrários às opiniões apresentadas pelos vereadores. A líder da Bancada do PT, Margarete Moraes, defendeu maior discussão do projeto, “pelo dano irreversível que sua aprovação poderá provocar na Orla do Guaíba, um símbolo emblemático da cidade e que merece o livre acesso de todos”.Haroldo de Souza (PMDB) tentou amenizou a tão cobrada responsabilidade da Prefeitura em analisar e implementar um projeto desse nível e, sob vaias, ameaçou processar estudantes e manifestantes contrários a votação, “realizada com tanta pressa”, ironizavam os manifestantes, sacudindo cédulas de dinheiro, sugerindo uma possível “compra de votos”.
A revisão do PDDUA antes da votação do projeto Pontal do Estaleiro foi defendida por Beto Moesch (PP), ao saudar a presença do ambientalista e escritor Augusto Carneiro, referência ambiental, “que com mais de 80 anos exerce sua cidadania, acompanhando a votação”. Moesch também destacou a atuação da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), primeira entidade ecológica registrada na América Latina e criada em 1971 por José Lutzenberger.“Não é somente de prédios que uma cidade depende”, observa Moesch, ao defender, para a área do antigo Estaleiro Só, ciclovias, cafés, museus, restaurantes e muita área verde e de circulação para a população. Neste sentido, a vereadora Neuza Canabarro (PDT) sugere a desapropriação da área. “Minha última esperança é o voto de dignidade do prefeito”.

Pelas atuais condições da área, a Bancada do PT, através da vereadora Margarete Moraes, encaminhou pedido de providência ao presidente da Câmara, Sebastião Melo (PMDB), solicitando à Prefeitura para que exija, dos proprietários, a imediata limpeza do local. “O proprietário adquire o ônus e o bônus”, diz Moesch, ao solicitar a Melo o encaminhamento de limpeza da Orla também ao Ministério Público.Escândalos “O simples fato de comprar um terreno para valorizar, alterando uma lei, já é um escândalo digno de bordel”, comparou o cartunista Santiago, um dos apoiadores e integrante do Movimento Defenda a Orla.Para Guarnieri, também do Movimento, qualquer projeto especial realizado antes da revisão do PDDUA coloca em risco toda a Orla. “Ninguém mais vai conter a especulação”, lamenta, ao arriscar imaginar um paredão, “em que só terá acesso ao pôr-do-sol quem poderá comprar um apartamento ou velejar pelo Guaíba. Estão aprovando uma série de projetos especiais que desestruturam o PDDUA”.
Entre tentativas de adiar a votação e manifestações da platéia pela realização de plebiscito, o vereador Zé Valdir (PT) defendeu sua “legalidade e legitimidade”, e ironizou, dizendo que “nos últimos tempos, muito vereador se tornou urbanista, ignorando e contestando avaliações encaminhadas à Câmara Municipal pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil e pelo Sindicato dos Engenheiros do RS”, e salientou que “desenvolvimento é diferente de desenvolvimentismo”.

Maria Celeste (PT) alertou para o descumprimento do artigo 238 da Lei Orgânica, que determina autorização de órgão ambiental para empreendimentos de alto potencial de dano ou alteração ambiental. “Este projeto não possui Eia/Rima nem parecer e, por isso, há necessidade de manifestação popular por plebiscito”, defendeu, ao anunciar que “se o projeto for aprovado, vamos entrar com uma ação popular exigindo a consulta pública”.Entoando “Projeto Pontal é crime ambiental” e, na sequência, o Hino Riograndense, os integrantes do Movimento Defenda a Orla se retiraram do Plenário minutos antes da votação. “Já cumprimos nosso papel de pressionar”, afirmou o estudante de Jornalismo da Ufrgs, Rodolfo Mohr. “Nossa retirada é de protesto”. Em seguida e sob o lamento de muitos setores da sociedade, os vereadores aprovaram o projeto Pontal do Estaleiro por 20 votos a favor, 14 contra e duas abstenções.

Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para Ecoagência de Notícias.

Fontes confiáveis e verdadeiras




quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Desenvolvimento do tipo avestruz - “Zoombarias” à parte, “Um Outro Mundo é a Salvação”


Paulo Brack*

O dia 24 de outubro, Dia Mundial do Desenvolvimento, passou despercebido.
Em 1992, sediamos a Rio 92, a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. Evento marcante, que resgatou a preocupação já manifestada em 1972, em Estocolmo, com os rumos do desenvolvimento diante do esgotamento crescente dos recursos naturais e da perda continuada da qualidade ambiental. O Brasil, campeão da Megadiversidade biológica e dos contrastes sociais, foi o centro das atenções mundiais.

Passados 16 anos, apesar dos alertas de extrema gravidade por que passa nosso Planeta, principalmente depois da divulgação dos dados do IPCC (Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas), que davam conta de que o clima mudou em decorrência das atividades econômicas do homem moderno, estamos alheios e atuando como a avestruz, com o perdão da “zoombaria”. Por coincidência, no início de 2007, quando as projeções alertavam para o fato de que em algumas décadas viveríamos no meio de desertos, onde hoje temos Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, sendo que a Caatinga iria virar pó, noticiava-se que o “Risco Brasil” diminuía. Ou melhor, era pra comemorarmos (!) que o risco-país, dos investidores, tinha baixado a níveis inéditos e que o Brasil poderia deslanchar em sua economia, apesar dos trágicos prognósticos. Foi na mesma época do lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento. Como conseqüência, tivemos o frenesi do “Pra Frente Brasil II”. Com a diferença de que a ditadura agora era outra: a do Deus-Mercado, com seus sacerdotes governamentais e os economistas da velha cartilha, acostumados a desconsiderar a real capacidade de suporte da natureza diante de tanto investimento pesado em convencionais atividades degradantes do meio.

Assim, temos o crescimento reloaded: 1) Revolução Verde II, temperada com OGMs; 2) Mega-hidrelétricas, com desalojo de mais de cem mil ribeirinhos, até 2016; 3) Angra III, IV, V…, com concentração de geração de energia, sem destino certo e possível para resíduos radioativos; 4) “Commodities, vamos lá!”, com exportação de produtos com baixo valor agregado, ligados a imensas monoculturas químico-dependentes, com soja, homogeneizando a paisagem, do Pampa à Amazônia; 5) Consumo, consumo, consumo, ligado à tradicional obsolescência planejada. Paramos por aqui. Para não saturar o leitor, sugerimos, para quem não viu, o vídeo “A História das Coisas”.

Este “autismo-ecológico” brasileiro e mundial também faz lembrar - apesar de mais uma injusta “zoombaria” - a imagem dos três macaquinhos, aqueles. Fazemos de conta que não vimos mais nada, não escutamos mais nada e, por conseguinte, não falamos mais nada que incomode nosso imediatismo. E este tema não é novo. Em 1976, José Lutzenberger já alertava para a inconsistência do PNB (Produto Nacional Bruto), em seu livro “Fim do futuro? Manifesto ecológico brasileiro”. O Fórum Social Mundial começou a rediscutir isso tudo, de forma coletiva e mundial, mas ainda não discutiu em mudar o lema de “Um Outro Mundo é Possível” para “Um Outro Mundo é a Salvação!”.

A tarefa do despertar de consciências é árdua. Existe uma cultura hegemônica, ainda muito alienada dos princípios ecológicos. Por sinal, a palavra “sustentabilidade”, até no editor de texto Word aparece com aquele tracejado vermelho embaixo, não sendo reconhecida. No que se refere aos governantes, em sua quase totalidade, de dentro e de fora do País, parece que não existe outra via que não aquela, a reboque do crescimento econômico, da pesada infra-estrutura, alienada da sustentabilidade. A uniformidade produtivista e massificante acaba se tornando lei. Ou melhor, “toda diversidade atrapalha e será castigada”. Exemplo: uma paisagem de um campo de soja, a perder de vista no horizonte, com enormes e pesadas máquinas colheitadeiras. Não é permitido um matinho no meio. Alguns ficam emocionados em ver essa uniformidade tamanha. Se este é o paradigma do País Megadiverso, estamos fritos…
Só para esclarecer: o Brasil tem mais de duas mil espécies de frutas nativas e número equivalente de hortaliças, nozes, castanhas, peixes, etc., sem espaço para o investimento governamental e empresarial. Nossas fontes de energia, mais sustentáveis, como a solar e a eólica, também são esquecidas nas políticas de desenvolvimento. Nossa paisagem, ainda exuberante, tem um enorme potencial para o turismo. Nos EUA, isso gera 80 bilhões de dólares por ano.

Esta nebulosa visão do que seria melhor, mais sustentável e mais justo, infelizmente, não ganha espaço para o debate franco e inteligente. Inclusive a miopia econômica é insuflada por aqueles que se aproveitam do imediatismo mais raso, desses acostumados em acumular capital e poder, ou vice-versa.

Chegam ao cúmulo de limitar questões como a imensa alteração de uma mega-hidrelétrica na Amazônia a um pobre bagrinho. É muita “zoombaria”! Sugerimos, no caso relacionado a esta postura do ser humano, uma mescla de sapiência e de demência, o vídeo-palestra de Leonardo Boff.

No Brasil, desde alguns meses, deixou-se de falar um pouco no PAC e nos agrocombustíveis, voltando-se para o petróleo da camada Pré-Sal, e na necessidade de investimentos na Copa do Mundo, de 2014. Quando se trata de bola de futebol, somos expertises e quase toda a mídia não para de falar no assunto. Agora, vem à mente o papagaio…
Mas, por sorte, nem tudo é a euforia do crescimento. O contumaz divórcio entre desenvolvimento e meio ambiente parece que sofreu uma baixa importante. A recente crise das bolsas, causada pelo rombo de bancos norte-americanos, vai frear um pouco este modelo perverso de crescimento e globalização. O Setembro de 2008 vai ficar para a história. Os investimentos voláteis e o ciclo vicioso da produção e do consumo ilimitados não vão passar incólumes. Surge uma chance ímpar para o questionamento dos reais resultados desse modelo de “desenvolvimento” adotado no mundo e que arrasta a sociedade e a Natureza para o inevitável ralo da insustentabilidade.

Zôo-preconceitos a parte, vamos pensar agora na coruja: animal que simboliza a sabedoria. Espelhemo-nos nesta ave que tem olhar amplo, de quase 360º. Se o desenvolvimento baseado em grandes empreendimentos e investimentos em commodities coloca o Brasil entre as dez maiores economias do mundo, apesar de também um dos dez em desigualdades sociais e problemas ambientais, não nos resta outra alternativa que buscarmos um rumo mais sadio e sustentável. Entretanto, este rumo novo não deve ser só do País.

Mas o que fazer para mudar? Primeiro, pensar em outro projeto de sociedade, mais solidário, que não este hegemônico que preza o capital e desconsidera o ser humano e a vida. A justiça social e o equilíbrio ambiental são interdependentes. Realizemos um questionamento profundo deste sistema econômico, a fim de que em algum momento possamos superar a insalubridade inerente do neoliberalismo e do capitalismo. É fundamental a criação de mecanismos mundiais de limite ao capital e à propriedade. Quase ninguém discute a lógica do acúmulo ilimitado. Com a globalização, as empresas vão sempre buscar a hipertrofia como único caminho para a sua sobrevivência. Isso, coletivamente, é suicida, pois a Natureza tem limites. Neste caso, sugerimos o vídeo de uma brilhante palestra do jornalista Washington Novaes.

Vamos traçar, urgentemente, e de forma permanente, metas socioambientais. Entre estas, a reforma agrária e as condições para o convívio do homem do campo com a agrobiodiversidade. Sem isso, não há solução para a humanidade. As cidades não agüentam tanta gente desempregada e tanto campo vazio, mecanizado e quimificado. Vivemos a guerra cotidiana das grandes cidades, pela teimosia inviável de fazer crescê-las, indefinidamente.
Outra questão: o progresso científico e o desenvolvimento econômico devem estar a serviço da coletividade. Ciência cidadã, onde as tão faladas tecnologias de inovação não sejam uma forma de requentar a tecnologia da uniformidade produtivista, da automação que desemprega e concentra ainda mais capital, agravando a apropriação dos bens por uns poucos.

Necessitamos reafirmar nossa auto-estima ecológica e comunitária, discutindo projetos de desenvolvimento, verdadeiramente sustentáveis, descentralizados e participativos, respeitando-se a legislação ambiental, em todos os níveis. Necessitamos fortalecer os mecanismos de controle do Estado por parte da sociedade, para fazer frente ao avanço da desregulamentação das leis ambientais e sociais promovido, de forma crescente, pelo setor privado.

Busquemos caminhos endógenos de desenvolvimento que incluam e promovam a nossa rica biodiversidade, visando a justa emancipação socioambiental brasileira. Como? Reflexão-ação em todas as iniciativas. Pesquisa e desenvolvimento de modelos descentralizados e participativos, sem apropriação privada do conhecimento coletivo. A agroecologia e o fortalecimento do homem do campo, principalmente o pequeno, são temas estratégicos para o desenvolvimento. Energias descentralizadas, solar e eólica. Menor consumo, por favor! Respeito à vocação ecológica de cada local. Nenhum apoio de bancos públicos e privados às monoculturas, principalmente as de grande escala. Substituição paulatina de todas as monoculturas por policulturas. As frutas nativas, a flora como um todo e nossa fauna agradecerão. Abandono das mega-obras, de todos os tipos, pois dão margem a desvios econômicos e grandes impactos socioambientais, por pequenas obras, descentralizadas e demandadas pelos pequenos.

Necessitamos de Desenvolvimento Participativo, pela Sustentabilidade da Vida no Planeta!
Um outro mundo é mais que possível. É necessário. É a salvação! Comecemos cada um de nós, individualmente, e juntemos nossas forças e ações, coletivamente!

* É professor da UFRGS e membro do Ingá – Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais.
fonte: www.inga.org.br

sábado, 25 de outubro de 2008

Quem é quem, no Pontal?

Paulo Guarnieri escreve:

Um dos papéis mais importantes dos movimentos sociais é o de ajudar a suas respectivas bases a compreenderem as informações colocadas pelos órgãos formadores de opinião. A edição de Zero Hora do dia 15 de outubro, data prevista para a apreciação do projeto Pontal do Estaleiro, veiculou a informação relativa ao novo adiamento e, também, sobre a liminar concedida a mandado de segurança, suspendendo a votação do respectivo processo. Logo em seguida a matéria informa a respeito da correlação existente entre os vereadores favoráveis, os contrários e os indefinidos. O importante para que se compreenda um pouco além do senso comum, é entender quem é quem no jogo do Pontal do Estaleiro.


O primeiro fato a considerar é a condição conferida pelo último pleito ao autor e aos co-autores do projeto. Dos dezessete signatários, nove não conseguiram a reeleição, entre eles o próprio autor, Alceu Brasinha. Somente oito co-autores do projeto conseguiram a reeleição e dividem-se, ainda, em cinco favoráveis e três indefinidos. É importante lembrar que pertence aos vereadores eleitos a prerrogativa, na próxima legislatura, da revisão do PDDUA, lei que institui as normas gerais de urbanização da cidade. Sob este ponto de vista, a aprovação antecipada de um projeto especial de segundo nível na orla do Guaíba trará uma nova expectativa de uso para a orla: privatista, elitisante, extremamente danosa ao ambiente natural e socialmente excludente, o que transita na contramão da sustentabilidade social e ambiental pretendida para a cidade.


É fundamental perceber o que representam os vereadores e vereadoras que se posicionaram contrariamente ao projeto. Professor Garcia é emblemático. Proferiu parecer contrário à tramitação do projeto e é líder do governo na Câmara. Na oportunidade em que foi votado o pedido de diligência (esclarecimentos) requerido pela bancada do PT, que foi derrotado em plenário, Prof. Garcia reagiu à defesa feita por um de seus correligionários que manifestou-se contrário ao deferimento, justificando que a posição do governo não era favorável ao projeto. O PMDB, no entanto, divide-se: um a favor, dois contrários e dois indefinidos.


Margarete Moraes, é líder da oposição na Câmara e também se manifesta veementemente contra a tramitação do processo. É seguida pela bancada do PT, que fecha a questão, com voto de bancada. Apesar disto, dois vereadores declaram-se indefinidos. Beto Moesch, além de Vereador, foi o Secretário da SMAM na atual gestão municipal, respondendo pela defesa do ambiente natural, em nome da municipalidade. O vereador também se manifesta de forma contundente contra a tramitação do projeto de lei, de forma tão resoluta, que chega a recorrer à Justiça, requerendo o mandado de segurança, que deu origem à liminar. A bancada do PP, no entanto, divide-se: um favorável, um contrário e um indefinido.


A vereadora Neuza Canabarro, fez em plenário uma manifestação emotiva em defesa da orla do Guaíba, posicionando-se contra o projeto de alteração da LC. 470. A vereadora é presidenta da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara (COSMAM) e Coordenadora do Fórum Municipal de Entidades, o que lhe confere a sensibilidade epidérmica da vontade das organizações da sociedade civil que participam da discussão relativa ao planejamento da cidade. Os demais vereadores do PDT (4), seu partido, declaram-se indefinidos.


Compareceu à sessão a bancada recém eleita do PSOL, vereador Pedro Ruas e vereadora Fernanda Melchiona, que se solidarizaram às posições do Fórum Municipal de Entidades, em defesa da orla e contra o projeto. Uma grande dúvida paira sobre a Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre: se as lideranças que representam tanto ao governo, quanto à oposição estão contra; se o ex-secretário do meio ambiente e a presidenta da COSMAM estão contra; se somente a minoria dos vereadores das principais bancadas manifesta-se favorável; de onde vem o peso político que sustenta o rito de aprovação da proposta?


Por Helena Dutra:

Em resposta ao "quem é quem no Pontal do Estaleiro", é importante saber de um fato: todos os vereadores que se dizem contrários ao projeto - que é um festival de arbitraridades - desistiram de assinar o mandado de segurança com pedido de liminar que pretende anulá-lo, provavelmente por receio de retaliações. Só quem permaneceu firme e ASSINOU SOZINHO foi o Beto Moesch. Graças a isso, a votação do projeto, que tramitou na Câmara Municipal de forma totalmente irregular, deixando de passar por importantes comissões, foi suspensa até que se julgue o mérito da ação. É preciso reconhecer o trabalho de quem não se deixa intimidar. Aliás, os mesmos vereadores que deram entrevistas contra o PL criticaram publicamente o Beto pelo mandado.

Imagens do Ato no Ibama do dia 15 de outubro

Usina Hidrelétrica de Pai Querê: NÃO!!!
181 mil Aráucárias (Pinherio brasileiro)
3 milhões de árvores
Mais uma obra do PAC, sem licença ambiental



Para ver mais fotos do ato, clique aqui http://www.inga.org.br/?p=225

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

IX SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE AGROECOLOGIA e X SEMINÁRIO ESTADUAL SOBRE AGROECOLOGIA


IX Seminário Internacional sobre Agroecologia e
X Seminário Estadual sobre Agroecologia
Onde: Auditório Dante Barone, Assembléia Legislativa do RS Porto Alegre (RS),
Quando: de 25 à 27 de novembro de 2008

inscrições no link abaixo:

http://www.emater.tche.br/site/inicial/ptbr/php/index.php
clicando em ÁREAS TÉCNICAS e faça sua inscrição

O IX SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE AGROECOLOGIA E X SEMINÁRIO ESTADUAL SOBRE AGROECOLOGIA está confirmado para os dias 25 a 27 de novembro de 2008, no Auditório Dante Barone, Assembléia Legislativa, em Porto Alegre (RS). Mantendo a tradição, as inscrições são gratuitas e poderão ser efetuadas através do preenchimento e envio do formulário on line, disponível no site da EMATER/RS ( www.emater.tche.br) a partir de 15 de setembro. Outrasinformações podem ser obtidas pelo telefone (0XX51) 2125 3100. Desde já agradecemos a todos pela ampla divulgação dessa Primeira Convocatória, ao mesmo tempo em que nos mantemos à disposição pelos endereços agroecologia2008@emater.tche.br e plantec@emater.tche.br

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A orla e o pôr-do-sol ou os prédios??


ORLA DO GUAÍBA
Participe da campanha em defesa e compareça à votação no dia 15

Na próxima quarta- feira, dia 15, a partir das 14 horas, será votada a emenda dos 17 vereadores, para alterar a legislação ambiental sobre a Ponta do Melo, numa área de preservação permanente. O objetivo é permitir a construção da muralha de concreto que é chamada de Pontal do Estaleiro, ou seja, seis edifícios, com o volume do hospital de Clínicas.

Conforme o divulgado, membros do Fórum Municipal de Entidades em Defesa da Orla do Guaíba farão uma vigília ao prédio da Câmara, com material expositivo. E convocam todos os cidadãos de Porto Alegre que são contra a privatização e descaracterização da paisagem da cidade, para estarem também presentes neste dia e fortalecer o movimento em defesa da Orla do Guaíba.

Um grande número de pessoas já assinaram um abaixo-assinado e você também pode fazer a sua parte acessando http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1571. O Núcleo Amigos da Terra/Brasil está nesta campanha e acredita que os porto-alegrenses que defendem uma cidade sustentável também vão aderir.

Leia o Abaixo-Assinado em Defesa da Orla do Guaíba e acesse http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1571 para assinar:

A ORLA do Guaíba é um espaço que faz parte da identidade paisagística, de lazer e de cultura de Porto Alegre. Sua preservação ainda não está garantida para as futuras gerações.NÃO ao projeto Pontal do Estaleiro!!!O projeto prevê a construção de um complexo arquitetônico (6 prédios) de 60 mil metros quadrados na área do antigo Estaleiro Só. Cada prédio terá volume igual ao nosso Hospital das Clínicas.
1 - Questão Ambiental -Se aprovado, causará grande impacto ao ambiente natural da região: formarão uma barreira artificial impedindo a passagem dos ventos para a cidade e da luz do sol para a vizinhança, aumento da produção de esgoto cloacal que na região é ligado ao pluvial.
2 - Questão Urbanística - problemas de trânsito pela Av. Padre Cacique, que já terá aumento de fluxo de automóveis pela inauguração do Barra Shopping Sul.
3 - Vocação da Orla - Lazer e recreação é a vocação de qualquer orla no mundo. A construção do empreendimento inviabilizaria a implantação de um grande Parque, que é um anseio da população, independente de classe social. A Orla do Guaíba pertence a toda população da cidade.
4 - Questão Ética e Legal - O empreendedor quando adquiriu o terreno em leilão, pagou um valor mais baixo por estar impedida por lei municipal a construção de prédios residenciais na área. Agora quer que se mude a lei para auferir maiores lucros. Caso a lei seja alterada, o município estará sendo irresponsável com as pessoas que morarão ali!Depois de 20 anos de luta, a Orla do Guaíba, o mais nobre, valioso e cobiçado patrimônio público de Porto Alegre, continua ameaçada pelos poderes Executivo e Legislativo municipais, a serviço dos interesses dos setores imobiliário e da construção civil. Precisamos coletar 5.000 assinaturas para que nosso voto tenha força de lei e esta área seja definitivamente reservada aos Parques Públicos de Porto Alegre e área de preservação ambiental.Diante dessa realidade, nós abaixo-assinados subscrevemos esta Campanha de Assinaturas:

MAIS INFORMAÇÕES: http://poavive.wordpress.com/ e http://goncalodecarvalho.blogspot.com/
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

Eliege Fante DRT/RS 10.164Assessora de Imprensa Fone: (51) 9816 9595Fone/Fax: +55 51 3332-8884

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Seminário: A crise dos alimentos - 16 de outubro (quinta-feira)

16 de Outubro – Salão de Atos UFRGS – POA

9h - Abertura
1° Painel: A crise dos alimentos
Sebastião Pinheiro – Engenheiro Florestal e Agrônomo

2° Painel: O Deserto Verde e a crise dos alimentos
Paulo Brack – Biólogo, Doutor em Ecologia e Recursos Naturais

3° Painel: A criminalização dos movimentos sociais
Domingos da Silveira – Procurador Regional da República

4° Painel: A importância dos alimentos na luta e resistência das(os)
trabalhadoras(es) do campo e da cidade - Via Campesina

Fila do povo,respostas e considerações dos palestrantes.

13h - Encerramento
Mística e leitura da carta do Seminário

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Curso Gestão Mais Sustentável das Águas

O valor do curso é 200 reias para estudantes e 250 reais para profissionais e inclui: 3 pernoites em quartos duplos, 3 refeições diárias, aulas teóricas e práticas, apostila e certificado. O curso inicia dia 10 as 19 hs e termina dia 13 as 16 hs. o site do local é www.cambará.tur.br e as incrições são feitas pelo email: econsciencia@econsciencia.org.br

domingo, 7 de setembro de 2008

Material AIA e Indicadores Ambientais

- Avaliação da Qualidade de Água do Lago Guaíba - 1998/2000
http://www.badongo.com/file/11242178

- Análise de coliformes em águas – Método do número
http://www.badongo.com/file/11242097

- Índice e Indicadores de Qualidade de Água
http://www.badongo.com/file/11242027

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

1° JORNADA DE HISTÓRIA E MEIO AMBIENTE
E
1° MOSTRA DE DOCUMENTÁRIOS AMBIENTAIS
1 a 6 de Setembro de 2008 PUCRS



sábado, 16 de agosto de 2008

Camisetas artesanais MCA




Camisetas artesanais personalizáveis

Estamos oferecendo camisetas estampadas manualmente sobre o tecido.
Oferecemos as camisetas com a finalidade de levantar recursos para a realização de ações nas quais acreditamos, sempre tendo como foco a questão ambiental. Esta causa é nossa, colabore adquirindo as peças.

Exercite sua criatividade, em tempos de globalização e da massificação das idéias, deixa a camiseta com a sua cara, personalizando-a. Além disso, no mundo da moda customizar é fashion, moderno, inovador.

Invente, crie, transforme, pinte e borde, faça você mesmo!

Camisetas artesanais flôr de Lótus - R$ 15,00

Por que a flor de Lótus?

A flor de Lótus é venerada na Índia e no Japão, e Oráculo disse que essa era a flor símbolo da espiritualidade; a mais admirada de todas, do 'lado de lá', por suas qualidades. A semente de Lótus pode, por exemplo, ficar mais 5.000 anos sem água, somente esperando a condição ideal de umidade pra germinar. Ela nasce na lama e só se abre quando atinge a superfície, onde só então mostra suas luminosas e imaculadas pétalas, que são autolimpantes, isto é, têm a propriedade de repelir microrganismos e poeiras. É também a única planta que regula seu calor interno, mantendo-o por volta de 35º, a mesma temperatura do corpo humano. O botão da flor tem a forma de um coração, e suas pétalas não caem quando a flor morre, apenas secam. Assim, para os Chineses, o passado, o presente e o futuro estão simbolizados, respectivamente, pela flor seca, pela flor aberta e pela semente que irá germinar.

*Vídeo: Nelmar Brandão

Trote sem sacanagem - fotos

"Unindo forças, trocando experiências"

Fotos no link abaixo
http://picasaweb.google.com.br/nichoeco/FotosTroteMCA20081

Material Ecologia Download

Aulas Ecologia versão para impressão - 2 a 7

http://www.badongo.com/file/10905933

Aulas Ecologia 1 a 7 em Pdf.

http://www.badongo.com/file/10905867

Como baixar o arquivo:

Clique no link em "vermelho".

Vai abrir um tela nova, aguarde alguns segundos.E ai você digita o código que aparecer no espaço indicado (a DIREITA).

Clique no botão "faça download do seu ficheiro"

A tela mudará, espere a contagem regressiva e role para baixo a barra, clique no botão "download you file here".

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Material download MCA Pdf.


Legislação & Licenciamento Ambiental - http://www.badongo.com/file/10861823

Avaliação do Impacto Ambiental - http://www.badongo.com/file/10861861

quarta-feira, 13 de agosto de 2008



- Socioecossistema Urbano em Debate

O Projeto Socioecossistema Urbano em Debate busca a aproximação do grande público, professores e alunos da rede municipal e estadual com o tema “Sustentabilidade Humana nas Cidades”. Com o objetivo geral de reunir elementos para a análise das relações entre os socioecossistemas urbanos e os sistemas naturais (ecossistema), o projeto é composto de duas ações simultâneas à mostra Transfer.

- A Cidade, a Natureza e o Cidadão

Vivências pedagógicas com instalações em realidade virtual: apresentação de filmes educativos com tecnologia tridimensional; espaços que simulam ambientes de confronto no espaço urbano; terminais onde o público pode realizar o teste da Pegada Ecológica, cálculo que mede a área de terreno produtivo necessária para sustentar o estilo de vida de um indivíduo nas sociedades modernas. Uma vivência para despertar a percepção sobre o ecossistema urbano.

Período: agosto a setembro de 2008
Local: Galeria superior
Entrada Franca

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Legislação Ambiental é tema de palestra


Em parceria com a UFRGS, a UERGS promove na próxima quarta-feira, dia 13, uma palestra sobre o “Impacto da Legislação Ambiental Européia nas Organizações Mundiais”, com Álvaro Sánchez Bravo. Além de docente da Universidade de Sevilla (Espanha), o professor é membro do Grupo de Especialistas do Ministério do Meio Ambiente da União Européia, assessor do Ministério do Meio Ambiente da Espanha e fundador-presidente da Associação Andaluza de Direito, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Os seus estudos são focados na regulação do uso sustentável das águas, sendo autor de livros sobre o tema e artigos publicados em revistas especializadas e em coletâneas.
A atividade será realizada, às 19h, no Salão de Atos II, Av.Paulo Gama, 110. Mais informações pelo telefone 3308.3572 ou pelo site relacionado. Link relacionado: www.uergs.edu.br

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Evento no Jardim Botânico comemora aniversário

O Jardim Botânico de Porto Alegre comemora, no próximo dia 10 de setembro, seu cinquentenário. Para registrar esta data, está sendo programada uma série de atividades, entre elas, mais uma edição do JardinAção. Promovido em parceria pela Fundação Zoobotânica do RS, Programa Reciclar Banrisul e Ong Cataventus, a 4ª edição deste Projeto estará acontecendo no dia 14 de setembro próximo, em área do Jardim Botânico de Porto Alegre.

O Projeto visa proporcionar um encontro da comunidade gaúcha com diversos segmentos da sociedade organizada, disponibilizando programas e ações que objetivam o enriquecimento individual e coletivo, através do acesso a atividades educativas, culturais, ambientais e sociais. As parcerias possibilitam conhecer a diversidade de trabalhos culturais, ambientais e sociais voltados ao bem-estar da comunidade; além de oportunizar ao público, uma série de atividades lúdicas, educativas, desestressantes, e que estejam relacionadas com a qualidade de vida como um todo, fortalecendo uma rede de ações já existentes. O evento estará acontecendo das 10h às 18h, com entrada franca. Sugerimos a doação de alimentos não perecíveis. O Jardim Botânico de Porto Alegre, fica na Rua Dr. Salvador França, 1427.


PROGRAMAÇÃO do dia
http://www.fzb.rs.gov.br/eventos/index.htm


Informações pelo telefone 51.3320.2027. e-mail: jbea@fzb.rs.gov.br.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

O combustível que vem da cozinha


Em Montenegro/RS, distante 55km de Porto Alegre, uma iniciativa do Instituto Morro da Cutia de Agroecologia (Imca) está mobilizando os moradores da cidade. A campanha “Sinal verde para o óleo de cozinha” está mostrando que o óleo vegetal, depois de utilizado, não deve ser jogado na pia ou no lixo, hábito que pode contaminar águas superficiais, ecossistemas aquáticos e o solo, impermeabilizando a área afetada.A campanha, no entanto, vai além do alerta sobre os danos ambientais e sanitários provocados pela destinação inadequada do produto. É que o óleo de cozinha usado, para o Imca, é importante matéria-prima para um biocombustível de eficiência compatível com a do diesel comum. Por isso, a população está aprendendo, também, a coletar o produto, para que ele possa ser reciclado e utilizado como fonte de energia.A campanha é um desdobramento do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Na edição de 2007 do concurso, o projeto “Óleo Vegetal Usado como Biocombustível” foi vencedor da categoria “Aproveitamento e Tratamento de Rejeitos, Resíduos e Efluentes de Processos Produtivos”. Agora, com os R$ 50 mil da premiação, o Imca está investindo na mudança de comportamento dos moradores, na melhoria do sistema de coleta, em equipamentos para o tratamento do óleo usado e na revisão do veículo piloto do projeto.Para o diretor do Imca, Paulo Roberto Lenhardt, a premiação trouxe visibilidade para o projeto e a oportunidade de novas parcerias. Mas é a palavra reconhecimento que, segundo ele, melhor explica o impacto local e a maciça adesão dos moradores: “Neste aspecto, a premiação foi muito positiva”, diz. Antes, o óleo era recolhido somente de restaurantes. Depois do reconhecimento, o Hospital da Unimed de Montenegro passou a servir como central de coleta do óleo usado nas residências dos funcionários da instituição.Lenhardt estima que cada morador utilize 0,8l de óleo vegetal por mês e a meta é conseguir coletar 10t de óleo usado até abril de 2009.Sinal“Estamos intervindo em escolas, associações comunitárias, grupos de pais, em reuniões da terceira idade e até nos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) daqui”, comemora a educadora Andréa Caroline Hartmann.Na rede de ensino pública e privada do município, cerca de 5 mil crianças e jovens em idade escolar estão participando da iniciativa. Nas turmas do maternal, por exemplo, Hartmann conta com o engajamento das professoras e trabalha com crianças de 3 anos de idade ou até menos:“Nessas classes, procuramos mostrar como todos precisamos de água pura e como o óleo contamina a água. As crianças estimulam a mudança de hábitos dos adultos. Certa vez, uma mãe me contou que sua filha pequena disse que 'lugar de óleo usado é no trator’”, comenta a educadora.A campanha também ensina como transformar garrafas PET em vasilhames adequados para a coleta e o transporte do óleo doméstico. Depois de utilizada e devidamente acondicionada, a substância segue para os postos de coleta - um em cada bairro da cidade. A motocicleta do projeto, adquirida com parte do dinheiro da premiação, coleta o material e leva tudo para o depósito que funciona em um espaço cedido pela Prefeitura de Montenegro.“Os moradores se interessam muito pelas questões ambientais, mas a maioria desconhecia o impacto negativo do óleo que é jogado nos lixões ou esgoto. Reciclar é uma coisa prática; algo que eles percebem que podem fazer, como cota individual para a preservação do ambiente”,observa Hartmann.Tecnologia socialA destinação final do óleo vegetal usado na preparação de alimentos nos lares, restaurantes e indústrias é um problema ambiental pouco discutido. Dentre as soluções conhecidas para a reutilização do óleo vegetal, nenhuma leva em conta as potencialidades de sua utilização como combustível para automóveis e utilitários. A tecnologia social “Óleo Vegetal Usado como Biocombustível”, além de preservar os recursos hídricos, pode garantir o empoderamento comunitário, ao gerar energia apropriável e reaplicável nas comunidades.A primeira etapa é a implantação de um sistema de coleta do material. Uma vez recolhido, o óleo é levado à estação de limpeza, onde é filtrado e decantado, tornando-se apropriado para a utilização como biocombustível. Para cada 10l, é possível produzir cerca de 6l de combustível.O óleo vegetal pode ser usado como combustível nos veículos automotores movidos a diesel adaptados para recebê-lo. Como a conversão é simples e de fácil operação, as comunidades que têm seus veículos convertidos passam a deter todas as ferramentas necessárias para incentivar processos de coleta dentro de suas próprias regiões.O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social concede, a cada dois anos, para cada tecnologia social vencedora, R$ 50 mil destinados a atividades de expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação do projeto. A premiação busca difundir produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidos na interação com a comunidade, que representem soluções efetivas de transformação social.Fundação Banco do Brasil / Gerência de Comunicação e Mobilização Social
Postado por Ecoagência às 18:25 0 comentários

quinta-feira, 24 de julho de 2008

“Visão Ecológica de uma viagem: Vancouver – Canadá” dia 12/08

Fundação Gaia e Livraria Cultura
Convidam para palestra
“Visão Ecológica de uma viagem: Vancouver – Canadá”
Com Naia Oliveira



A Fundação Gaia – Legado Lutzenberger, realiza no próximo dia 12 de agosto, às 19:30 no auditório da Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country, a palestra “Visão Ecológica de uma viagem: Vancouver- Canadá”. Naia Oliveira, Socióloga e pesquisadora da Fundação de Economia e Estatística relata que “Viajar é sempre um momento de ampliação de conhecimento, consciência e, também, abertura para novos sentimentos. Se partirmos levando na mala a compreensão de que tudo o que acontecer fará sentido e a disposição para “seguir o fluxo”, nossa grande companheira, certamente, será a visão ecológica, pois estaremos em conexão com toda expressão de vida. A orientação principal nessa viagem foi centrada na contemplação da paisagem, no ensinamento dos First People (aborígenes) com suas tradições e no desempenho dos povos contemporâneos com seus cuidados com o meio ambiente. Vancouver foi observada com a mente e o coração, pois é considerada por muitos como uma das melhores cidades do mundo para se viver (em pesquisa recente aparece em terceiro lugar, atrás apenas de Genebra e Zurique ambas na Suísa). A partilha da viagem será feita com muitas fotos.”

Entrada Franca!

Maiores Informações: (51) 3330-3567 / 3331-3105 ou sede@fgaia.org.br

Local: Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country – Rua Túlio de Rose, 80, em Porto Alegre.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Saída de campo - Ecoturismo - Cambará junho 2008















Saída de campo realizada nos dias 21 e 22 de junho no Parque Nacional da Serra Geral e Aparados da Serra (RS e SC)
Bah foi uma baita viagem, o lugar é lindo, maravilhoso, perfeito, pessoas legais, energia boa, salão de jogos (aquele chocolate que o professor tomo no fla-flu), risadas, bira, folgações - hahahaha, rolar na grama.Não há dinheiro no mundo que pague uma experiência dessas, não há.
Aquele vento nos levando, os 1500 metros de altura que até agora não conseguimos comparar, pois um andar tem uns 3 m então os cânyons seriam do mesmo tamanho q um prédio de 500 andares, não conseguimos imaginar, ainda bem q não existe um prédio assim.
Ah e também temos q agradecer ao professor Paulo Artur KMXS que fez toda função de organizar.VLw
Aé da próxima vez tomem cuidado com o Graxaim vendido do parque,hahah quase mordeu o dedo do menino Diogo.
As fotos não chegam nem perto do que é o lugar, só estando lá pra saber e sentir.Somos privilegiados de ter um lugar assim tão perto e de conhecermos.
Gaia sempre nos surpreende.
Um abraço pra vcs seus "perdidos"!

Adios amigos....


Palestra "Ecologia na Educação das Séries Iniciais" 8 de julho

Fundação Gaia e Livraria Cultura
Convidam para

Palestra "Ecologia na Educação das Séries Iniciais"

Com Sílvia Lignon Carneiro
Diretora e Fundadora da Escola Amigos do Verde; Mestra em Educação; Especialista em Alfabetização e Educação Infantil, com Curso de Autoconhecimento em Findhorn Fundation/Escócia.

A Fundação Gaia – Legado Lutzenberger, realiza no dia 08 de julho, terça-feira, às 19:30, no auditório da Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country, em Porto Alegre, a palestra “Ecologia na Educação das Séries Iniciais”. Na oportunidade, Silvia Lignon Carneiro falará sobre as experiências da Escola Amigos do Verde, que tem como missão proporcionar a aprendizagem integral do indivíduo.
“Dentro de uma visão ecológica de sustentabilidade, acreditamos na interdependência de nossos atos, comprometidos na formação em parceria com a comunidade amigos do verde. Acolher a diversidade é uma meta a que nos propomos, respeitando as particularidades e a riqueza inerentes a cada um. Com uma área verde de 2.500 m2, horta, composteira, estufa e animais de pequeno porte, intensificamos as vivências. Dessa forma, através de práticas ecológicas (autoconhecimento, agroecológicas, artísticas...) possibilitamos a expansão da consciência, contribuindo para o desenvolvimento de um ser mais criativo, reflexivo, autônomo e solidário”, comenta Sílvia.

Entrada Franca!
Maiores Informações: (51) 3330-3567 / 3331-3105 ou sede@fgaia.org.br

Local: Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country – Rua Túlio de Rose, 80, em Porto Alegre.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Trilha no Morro do Osso

No domingo, naquele friozão de uns 9°, foi realizada a caminhada no Morro do Osso com a ong CaminhadoresRS, que trabalha com ecoturismo para todos (inclusive deficientes físicos), na ocasião era esperado os cadeirantes, mas não foi possível, segundo os integrantes do grupo, pela dificuldade de locomoção, ficam dependentes de algeum para levar até o Parque, e por causa do frio.
Visitamos alguns pontos, com belas paisagens de POA, como a pedra do Pé de Deus e depois o "platô", onde esperamos mais de 80 ciclistas que haviam saido da Usina para realizar o abraço pela preservação do Morro do Osso.
A questão dos índios no parque foi comentada durante a ocasião, independente da posição que as pessoas tem em relação aos índios Caigangues utilizarem o local, o que me deixa triste é que o povo brasileiro, quando fala de índio, sente um certo rancor, primeiro porque muitas vezes pessoas perdem terras para "devolver" aos índios - como alguns tios que tenho no interior - e depois dizem que os índios não trabalham e são vagabundos, dessa parte eu discordo, pois o sistema de vida deles era completamente diferente do nosso, apenas trabalhavam para o sustento e no resto do tempo trabalhavam a sua espiritualidade e na transimissão de conhecimento com as crianças, era uma vida holística com a natureza, até a chegada do homem branco que escravizou, exterminou e apodreceu com seus bens materiais.Mas como todas as minorias no Brasil são discriminadas e marginalizadas, com os índios a história não tem sido diferente.
Sobre o CaminhadoresRS: Atuam na área do ecoturismo para todos - inclusive deficientes físicos.
A idéia de atuar nessa área, vem de um dos integrantes, que usa uma prótese na perna.Além disso o grupo possui uma cadeira de rodas específica para essa atividade uma cadeira com uma roda central, onde mais duas pessoas ajudam na locomoção.
Acesse o site, para maiores informações
www.caminhadoresrs.org ou pelo telefone: 8464-4301
ADios....
J.P.

terça-feira, 17 de junho de 2008

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Polícia para quem precisa de polícia!

Polícia para quem precisa de polícia!
Polícia para quem precisa de polícia!
Polícia para quem precisa de polícia!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Dia Mundial do Meio-Ambiente ?!?!?!




Dia Mundial do Meio Ambiente: festa ou réquiem?

Artigo da engenheira florestal Maísa Guapyassú traz uma reflexão sobre a comemoração da data e a real importância que damos ao tema em nossas escolhas diárias.
Sempre que vem chegando esse dia, muitas instituições se preparam para comemorar. Feiras, exposições, atividades de plantio de árvores, oficinas, cursos, enfim um grande cardápio de opções é oferecido. E vendo isso, sempre me pergunto: o que essas ações pulverizadas trazem? Será que quem as organiza, quem as freqüenta sabe do que se trata, sabe das questões complexas envolvidas? Sabe realmente o que está acontecendo no planeta?

Para muitos, essas atividades são só para constar. Entram no calendário escolar, no das instituições, e acabam sendo diluídas no mar de tarefas, fora do contexto real que provocaria reflexões sobre o dia e seu significado.

Essa simplificação, o modelo econômico que adotamos, nosso afastamento deliberado ou não das causas do problema leva à noção de que a natureza é um grande supermercado. Num supermercado, pego o meu carrinho, vou retirando produtos da prateleira; se por acaso passo num local e não tem um determinado produto, aguardo um pouco que alguém repõe. Se faz uso da natureza com o mesmo espírito: retiro tudo o que quero, ponho no carrinho, e quando falta, espero que alguém reponha. Só que na natureza, dependendo da quantidade, da intensidade e da velocidade com que retiro os produtos da “prateleira”, eu destruo, inviabilizo os processos ecológicos essenciais responsáveis pela reposição dos “produtos” na “prateleira”. E aí, já era, usando uma expressão bem popular.

E estamos colecionando um monte de “já era”, faz tempo. Com relação a espécies que se extinguiram, sistemas naturais que desapareceram, com toda sua complexidade de espécies e interações. Muitos estão agonizando. E estamos cada vez mais, sentindo os efeitos dessa agonia.
Então, temos que finalmente acordar para uma realidade que foi e está sendo construída por nós. Uma construção que cada vez mais põe em risco a sobrevivência do planeta.

Precisamos encarar as causas, ter coragem para mudar o que precisa ser mudado, ir com o dedo na ferida e buscar a cura – para as causas, não só para os sintomas.
Isso se faz individualmente, com atos simples no dia a dia, que estão nos folhetos distribuídos inclusive nas comemorações do dia do meio ambiente; e coletivamente, como sociedade atenta, combativa e pró-ativa, que tem que mostrar aos nossos dirigentes que conservar nossa natureza é questão de sobrevivência. Que quer fazer isso. E isso tem que ser feito agora, para que esse planeta, tal qual o conhecemos e amamos, tenha realmente um futuro.


quinta-feira, 29 de maio de 2008

Mesa Redonda: Educação Ambiental 16 de junho Segunda-feira

Acho que vai ser lá no Jardim botânico.
Adios....

Palestra sobre Biocosntrução dia 4/06

DIA 04, ÀS 18H, NO AUDITÓRIO DA FACULDADE DE ARQUITETURA (UFRGS), o Prof. Miguel Sattler, especialista em bioconstrução, falará sobre o assunto. A atividade faz parte da Semana Acadêmica da Arquitetura. Quem se interessar e puder ir, é só chegar.
Adios,,,,,

terça-feira, 27 de maio de 2008

Crise dos alimentos e agrocombustíveis HOJE

Crise dos alimentos e agrocombustíveis26/5/2008
A “Crise dos alimentos e agrocombustíveis” será debatida amanhã, dia 27, na sala Celso Furtado do IEPE (Av. João Pessoa, 31). A atividade integra o Ciclo de Debates Socioambientais promovido pelo DESMA (Núcleo de Estudos em Desenvolvimento Rural Sustentável e Mata Atlântica), com o objetivo de incentivar a discussão acerca das relações entre sociedade e natureza. O evento ocorrerá das 18 às 21h e contará com a participação dos debatedores Carlos Guilherme Mielitz Netto, Paulo Dabdab Waquil e Sergio Schneider. Outras informações podem ser solicitadas pelo telefone 3308-3093 ou pesquisadas na página relacionada abaixo.
http://www.ufrgs.br/desma/ciclodedebates/programa%E7ao.htm

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Inscições Escola Técnica UFRGS - até 10 de junho

Exame de Seleção 2008/2

Venha relizar um curso técnico de qualidade. Leia com atenção o Edital de Vagas e inscreva-se de 26 de maio a 10 de junho. Descubra se você pode ser isento da taxa de inscrição lendo o Edital de Isenção e pegue o kit até o dia 25 de abril.
Inscrições para o exame de seleção

Edital de Vagas

Edital de Isenção
Manual do Candidato

maiores informações no site

O endereço da Escola Técnica é

Rua Ramiro Barcelos, 2777 - Santana

CEP 90.035-007 - Rio Grande do Sul - Brasil F

ax 3316-5438 / Fone 3316-5110

http://www.etcom.ufrgs.br/

Licença prévia da Fepam à Aracruz desconsidera limites de poluentes

Para ler a notícia na íntegra, clique no link abaixo

http://www.inga.org.br/?p=85

Nota da EcoAgência:
Amigos e amigas ambientalistas:
Pedimos a gentileza do seu apoio no sentido de, se for possível, publicar em seus sites e/ou repassar a matéria abaixo para suas listas de contatos.
Nos últimos dias a EcoAgência sofreu sucessivos ataques de hackers, que inserem mensagens e imagens agressivas nas notícias, prejudicando consideravelmente nossa cobertura.
Ontem, no entanto, o ataque mudou e simplesmente tiraram esta matéria do ar, que estamos republicando.
Coincidência? Sabotagem? Não sabemos ainda, temos desconfianças, mas já solicitamos providências à Polícia Federal e o apoio do CPD da Ufrgs. Esperamos resolver logo esta situação.

Os Editores.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

MCA no Universidade Portas Abertas - 17 de Maio

Depois de uma semana carregada de debates com professores e a direção/coordenação da ETCOM para tentar melhorar o curso, fizemos algo grandioso, fizemos por nós é claro, porque se dependesse da Escola Técnica, nada seria feito, fomos a única turma que fez algo, o pessoal da Biotecnologia também estava com os laboratório aberto para a visita, mas de 11 cursos apenas 2 fizeram algo, que coisa não?

Mesmo assim, quase toda turma apareceu e foi muito bom.
Para os que ficaram até o fim (Nelmar, Eduardo, Guilherme, Mariana e Jefferson) e aguentaram uma "pirralhada" que surgiu do nada e em bando, vimos como é difícil tratar de Educação Ambiental.Estas crianças eram as mais, vamos dizer assim, da extrema pobreza, o público mais complicado para criar uma conscientização, mas acredito que é mais fácil conscientizá-los do que uma pessoa mais velha, muitas vezes com uma graduação ou pós, que nos olha e pensa
- "O que esses adolescentes querem ensinar, não sabem nada" - mas nós discordamos deles, pois eles também tem muito a aprender, o aprendizado não vem de um lado só, vem dos dois.
Se prestassemos mais a atenção nas crianças e jovens a situação poderia ser melhor.

Quando uma dessas crianças (não lembro o nome, mas era o mais afetivo, que chegou por primeiro, ja era conhecido do Nelmar) chegou e comentou com ele sobre a carga de cocaína que a polícia havia apreendido, depois o Nelmar comentou comigo e disse que certamente isso era o que os adultos falavam perto dele e tentou puxar assunto com nós comentado o fato.
Também não podemos esquecer dos dois professores que nos ajudaram, o professor Benites (com as impressões e material de divulgação) e professor Paulo Artur, com a montagem do "tripé" com taquara e a questão das mudas - que ainda vamos plantar.
Outra coisa foi quando uma guria trouxe dois "cachorrinhos" (filhotes) e disse que queria doar eles, um a Sheron levou (não temos notícia ainda) e outro a Jade, que estava preocupada que sua avó não gostasse de mais uma boca para alimentar.
- Quando é de tarde a Jade me liga e diz que a cadela dela - que estava com gravidez psicológica e até leite tinha - adotou o filhotinho, depois de noite ela me ligou e contou que a vó dela acreditou que a cadela havia parido a cria,hahahha esses idosos são os mais afude,hahaha.
Acho que me alonguei de mais, mas é que foi muito gratificante ver todo mundo lá ajudando no evento.Era isso, finalmete fizemos algo - todos - e até a próxima.

Adios Amigos....

J.P.

fiquem com as fotos do dia e lembrem que tudo é possível quando nos esforçamos.


Visita ao Curtume :X

Pra quem não conseguiu ver as cenas de carnificina, tem algumas fotos se quiserem mostrar de onde vem o chiclete.
Tirando isso o resto foi muito bom, a estrada trancada pelo MST e as batidas, as risadas e músicas dentro do ônibus. Vlw MCA e até a próxima.

domingo, 11 de maio de 2008

Universidade Portas Abertas: Escola Técnica 17 de Maio e dia da BIODIVERSIDADE (20 de maio)


17 de Maio (Sábado) na Escola Técnica (atrás do Planetário) venha conheçer os cursos técnicos e conversar e tomar um chimarrão com os alunos.


Dia 20 de Maio (terça-feira) Festa da BIODIVERSIDADE

Apartir das 9h da manhã no Largo Glênio Peres (em frente a Mercado Público)



Exterminadores


o Exterminador Schwarzenegger e exterminadora Yeda

domingo, 4 de maio de 2008

Zine/informativo para baixar nº3

Março/Abril 2008 para download
Gravetus março/abril 2008 (http://www.badongo.com/file/9063124)

Panfleto ZAS e deserto verde 2008
http://www.badongo.com/file/9063146 (frente)
http://www.badongo.com/file/9063165 (verso)

Como baixar o arquivo:1º clique no link em "vermelho" ao lado do informativo q você quer baixar.2º Vai abrir um tela nova,aguarde alguns segundos.E ai você digita o código que aparecer no espaço indicado.3ºClique no botão "faça download do seu ficheiro"4ºA tela mudará,espere a contagem regressiva e clique no botão "faça download do seu ficheiro".

sexta-feira, 2 de maio de 2008

SHUTDOWN DAY será que nós conseguimos???

NÃO ESQUEÇA: AMANHÃ É O SHUTDOWN DAY 03 de maio de 2008

Um grupo de canadenses aficionados por tecnologia está promovendo a conscientização sobre o risco do uso extremo de aparelhos eletrônicos. Para garantir que as pessoas compreendam a mudança dramática trazida pelo uso da tecnologia moderna, eles propõem o "Shutdown Day" (algo como "Dia do Desligamento"), agendado para 3 de maio, sábado. O evento começou no ano passado e já mobilizou 1,6 milhão de pessoas em todo o mundo. Hoje, conta com centenas de voluntários de diversos países que ajudam na divulgação. O Dia do Desligamento é definido como uma experiência global de Internet, com o propósito de fazer as pessoas pensarem em como o uso crescente do computador mudou suas vidas, e se alguma coisa boa está sendo perdida por causa disso. Por isso, os criadores do projeto sugerem que viciados em tecnologia passem ao menos um dia inteiro sem contato com seus computadores e, em lugar disso, façam esportes, atividades ao ar livre ou encontrem amigos e familiares.

Formação em Agroecologia - módulo 2 - IMCA Montenegro-RS

Instituto Morro da Cutia de Agroecologia - IMCA - Montenegro-RS

Quem puder ir vá,porque vale a pena,pessoas legais,teoria e prática (mão na massa) ,comida saudável e muito mais.Não vamos poder ir por causa do Universidade Portas Abertas que é no dia 17 de Maio,um pena,mas no próximo estaremos lá.

Se inscrevam o quanto antes,são só 40 vagas.

Adios...



Depósito de Teatro: Palco Giratório


SEXTA, dia 02
O HOMEM PROVISÓRIO

- Espetáculo teatral - Adulto
Livremente inspirado na obra de João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, o espetáculo O Homem Provisório conta a história do último jagunço do sertão. Quando a noite cai, jagunços que já morreram voltam para ajudá-lo a seguir sua travessia. A montagem é resultado do processo de pesquisa e experimentação dramatúrgica dos integrantes do grupo Casa Laboratório para as Artes do Teatro (SP), no Cariri cearense. A saga contada em cordel recebeu cinco indicações ao Prêmio Shell de Teatro de 2007.
SEXTA e SÁBADO, dias 02 e 03
Sempre às 20h
Local: DEPÓSITO DE TEATRO
QUINTA, dia 15
BESOURO CORDÃO DE OURO
- Espetáculo de teatro e música -
O espetáculo mostra, de maneira lúdica, a trajetória, filosofia, prática e música do mestre Besouro - um personagem brasileiro, tão rico e pouco explorado – e conta um pouco da história do Brasil e da nossa formação, com suas raízes culturais na música, na dança e no ritual. Nascido em Santo Amaro da Purificação, Besouro deixou seu nome gravado nas rodas de capoeira pelo país inteiro. Metido em política, impunha respeito e temor aos poderosos daquele princípio de século XX na velha Bahia. Sua vida virou lenda. Além de capoeirista, também tocava violão e compunha sambas-de-roda e chulas .
Às 20h
Local: DEPÓSITO DE TEATRO
SEXTA, dia 23
O CÍRCULO DE GIZ CAUCASIANO
- Espetáculo teatral - Adulto
Escrita por Bertolt Brecht entre 1944 e 1945, durante o exílio nos Estados Unidos, O Círculo de Giz Caucasiano (Der Kaukasische Kreidekreis) é uma peça de narrativas concêntricas: um prólogo em que um grupo de camponeses se reúne para discutir o direito à propriedade; uma encenação em tom de fábula sobre Grusha, uma empregada da corte que cuida uma criança abandonada pela mãe durante uma revolução palaciana e a conduz por regiões variadas; a farsa do beberrão juiz Azdak, cuja desconformidade com a lei o aproxima da justiça. A forma "em fuga" de uma peça feita de peças-dentro-da-peça imprime um sentimento de exílio, nesse que é um dos textos mais radicalmente épicos de Brecht. O espetáculo representa uma continuidade da pesquisa em teatro dialético realizada pela Companhia do Latão. Escrita por Bertolt Brecht entre 1944 e 1945, durante o exílio nos Estados Unidos, O Círculo de Giz Caucasiano (Der Kaukasische Kreidekreis) é uma peça de narrativas concêntricas: um prólogo em que um grupo de camponeses se reúne para discutir o direito à propriedade; uma encenação em tom de fábula sobre Grusha, uma empregada da corte que cuida uma criança abandonada pela mãe durante uma revolução palaciana e a conduz por regiões variadas; a farsa do beberrão juiz Azdak, cuja desconformidade com a lei o aproxima da justiça. A forma "em fuga" de uma peça feita de peças-dentro-da-peça imprime um sentimento de exílio, nesse que é um dos textos mais radicalmente épicos de Brecht. O espetáculo representa uma continuidade da pesquisa em teatro dialético realizada pela Companhia do Latão.
Às 20h
Local: DEPÓSITO DE TEATRO
SÁBADO, dia 24
Intercâmbio:
Cia do Latão (SP) e Grupo Depósito de Teatro (RS)
Momento de trocas de informações, métodos, pesquisas realizadas e linguagens trabalhadas pelos dois grupos de teatro.
Das 14 às 19h
Local: DEPÓSITO DE TEATRO
DOMINGO, dia 25
O PUPILO QUER SER TUTOR
- Espetáculo teatral - Adulto
As relações de poder entre dois homens traduzidas através de gestos, ações, fragmentos de vida retirados do cotidiano de trabalho, de momentos de repouso, da vida enfim. Teatro, dança, performance, pantomima, convivem de forma inusitada nesta obra de um dos mais inquietos e polêmicos dramaturgos da atualidade.
Às 20h
Local: DEPÓSITO DE TEATRO
SEXTA, dia 30
ABRACADABRA

- Espetáculo teatral – Infantil
Este texto infantil, não é apenas mais um conto de fadas, ele é, principalmente, uma velha e saborosa história de bruxas e assombrações, recontada numa linguagem teatral moderna, incrementada com uma boa dose de humor e perigo. A peça proporciona ao público infantil, cenas vibrantes de suspense, entremeadas com momentos de pura magia e climas de superação de obstáculos. A platéia é levada a vibrar, emocionar-se e, é claro, divertir-se pra valer, dando asas à imaginação de todos, até mesmo dos adultos. "Abracadabra" é a fusão entre o velho e o novo. Uma fábula antiga recontada de maneira a se comunicar plenamente com as crianças do nosso tempo, e que provoca o mesmo suspense e encanto que causavam em nós.
Às 15h
Local: Teatro do SESC Centro (Av. Alberto Bins, 665)
INGRESSOS
Espetáculos:
Valor: R$ 10,00 -50% de desconto para: comerciários e dependentes, estudantes, idosos e classe artística (mediante apresentação da carteira de identificação dos órgãos)Onde adquirir: Antecipados: SAC do Sesc Centro, das 8h às 20hNa hora: 01 hora antes, na bilheteria do local.
SÁBADO, dia 31
FESTA
ENCERRAMENTO DO FESTIVAL PALCO GIRATÓRIO
Às 22h
Local: DEPÓSITO DE TEATRO
Depósito de Teatro
Rua Câncio Gomes, 218 – Floresta – Porto Alegre / RS
Fones: (51) 30615251 / (51) 84015251
www.depositodeteatro.com.br
depositodeteatro@terra.com.br